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Atraso de jornada no complexo Rhodia contra intransigência dos patrões

O Unificados realizou uma assembleia na manhã desta sexta-feira (10/02) com atraso de jornada em frente ao Complexo Rhodia, em Paulína. A mobilização, que iniciou às 5h e terminou às 10h, foi em protesto contra a intransigência dos patrões das empresas Basf, Bayer, Airliquide e Terifitalicos, que insistem no parcelamento do reajuste dos salários dos trabalhadores.

O Unificados continua a luta em defesa da pauta de reivindicações aprovada pelos trabalhadores da base de Campinas na data base 1º de novembro. Patrões de 115 empresas cederam à pressão e aplicaram de uma vez só os 8,5% (reposição das perdas inflacionárias) como foi o caso da Merial Saúde Animal, localizada no complexo Rhodia..

Os patrões de gigantes multinacionais do setor químico se recusaram a negociar diretamente com o Unificados, conforme reivindicação dos trabalhadores aprovada por duas vezes em assembleias. Resultado: levaram para a Justiça decidir (dissídio coletivo). Uma primeira audiência de conciliação foi realizada em dezembro do ano passado no Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região, porém terminou sem acordo. O juiz recolheu argumentos das duas partes e o processo segue o seu caminho até o julgamento.

Bilhões em lucros
Os patrões que não aplicaram o reajuste inteiro não estão em dificuldade financeira. Air liquide, por exemplo, é uma multinacional francesa líder mundial na produção de gases. No Brasil é a segunda maior empresa deste ramo. Presente em mais de 80 países e com 68 mil trabalhadores no mundo, no ano passado investiu na compra da AirGas por R$ 42 bilhões. O lucro líquido em 2015 foi de R$ 5,7 bilhões e o lucro líquido 1º semestre 2016 (último a ser divulgado) foi de R$ 2,7 bilhões.

Já a Solvay é uma multinacional belga, presente em 53 países que emprega quase 31mil trabalhadores. O Lucro EBITDA (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) foi de R$ 8,3 bilhões em 2015 e a meta anunciada pela empresa é a de aumentar este lucro em 8% em 2016.

Ou seja, o parcelamento do reajuste não tem outro objetivo a não ser abrir o caminho para retirada de direitos. Não aceitamos reajuste parcelado e seguimos com as paralisações, atrasos de jornada e assembleias nas portas das fábricas em defesa da pauta de reivindicações dos/as trabalhadores.

Vamos à luta contra os ataques

Várias falas durante a assembleia destacaram a necessidade de mobilização nacional contra os ataques que o governo Temer pretende fazer, como por exemplo, a “reforma da Previdência” que na prática impedirá os/as trabalhadores de se aposentar antes dos 65 anos (tanto homens como mulheres) e forçar quem já teria o direito a aposentar devido ao tempo de contribuição permanecer trabalhando anos a mais para ter acesso ao valor integral da aposentadoria.

A proposta é um verdadeiro desmonte da Previdência Social e por isso está sendo combatida por diversas centrais sindicais – entre elas a Intersindical. (Confira mais informações aqui).

No dia 15 de março, haverá manifestações e paralisações somando-se a uma greve nacional dos professores, para protestar contra as medidas destruidoras que este governo quer aplicar sobre a classe trabalhadora, sobre a população mais pobre.

Mais atraso de jornada e assembleias

Nesta quarta-feira (08/02), o Sindicato Químicos Unificados realizou assembleia com os/as trabalhadores/as da Schulman Plásticos, de Sumaré e com os/as companheiros/as da Goz Cosméticos, em Osasco. Na Schulman, a assembleia teve o objetivo de informar os trabalhadores sobre a situação da campanha salarial.

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Dirigente André Alves em assembleia com trabalhadores da Shulman, em Sumaré

 

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Dirigente Claudia Bueno em assembleia com trabalhadoras/es da Goz

 

Na Goz Cosméticos (antiga EPP), em Osasco, o Unificados realizou uma assembleia com atraso de jornada em protesto à falta de respeito por parte da empresa em solucionar os problemas apontados pelo sindicato.

A Goz não depositou a segunda parcela do décimo terceiro, vem atrasando os salários e não tem entregado aos trabalhadores o demonstrativo de pagamento. Outro agravante é que a empresa não cumpre a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) ao pagar salários inferiores ao mínimo estipulado pela CCT.
Em resposta ao sindicato, a Goz limitou-se a declarar que está passando por uma “fase difícil” e que não sabe informar quando será possível normalizar a situação.

Trabalhadores denunciam que a empresa vem praticando assédio moral contra aqueles que relataram os abusos ao sindicato ou que questionam a empresa sobre a normalização dos pagamentos.

O sindicato segue com os trabalhadores em luta para pressionar a empresa a solucionar os problemas. Se não houver disposição por parte da Goz em regularizar imediatamente os atrasos e defasagem salarial, levaremos à Justiça.

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