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Encontro de Base Cefol

Encontro de base lotado indica prioridades para campanha salarial do Setor Químico

A campanha salarial do setor químico começou com forte mobilização de trabalhadores/as da base de Campinas, Osasco e regiões que lotaram o encontro de base realizado neste domingo, 3/9, no Cefol Campinas.

Juntos, eles aprovaram uma pauta de reivindicações e estratégia de luta em defesa das cláusulas sociais e reajuste que além de recompor as perdas inflacionárias acrescente 5% de aumento real aos trabalhadores. A direção do Unificados levará esta proposta à Fetquim (Federação dos Trabalhadores do Ramo Químico do Estado de São Paulo) que é quem coordena a campanha salarial da categoria na data base 1º de novembro. Esta marcado para esta terça-feira, 5/9, um seminário com a participação de todos os sindicatos que compõem a Fetquim para a definição da pauta de reivindicações que será entregue aos patrões.

Produziu mais com menos!
Dados do próprio setor químico mostram que a indústria produziu mais com menos trabalhadores. Houve aumento no faturamento líquido de 2,7% em 2015/2016. O setor se beneficia com os 14 milhões de desempregados, efetuando demissões para poder fazer novas contratações em menor número e pagando salários mais baixos. O resultado nas fábricas é o aumento da pressão e exploração. Por isso, além da defesa das cláusulas sociais e reposição da inflação (que deve ficar próximo a 2,5%), os/as trabalhadores reivindicam aumento real de 5% compatível com o crescimento do faturamento e que garante a reposição das perdas impostas aos trabalhadores de várias fábricas no ano passado com o parcelamento do reajuste.

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Assessor econômico do Unificados Vitor Hugo Tonin falou sobre cenário econômico

Contexto de ataques

A categoria química é a primeira que terá negociações coladas à reforma trabalhista, que passará a ter vigência em 11 de novembro. Como os direitos mínimos garantidos pela CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas) foram destruídos por esta reforma, a prioridade é a defesa de todas as cláusulas de nossa convenção coletiva.

Durante o encontro, Antônio Carlos Cordeiro, da direção nacional da Intersindical – Central da Classe Trabalhadora, destacou a conjuntura política e econômica e a necessidade de ampliar a luta para além da campanha salarial, pois no Congresso Nacional as leis estão sendo mudadas retirando direitos da classe trabalhadora. Ele falou sobre a importância de trabalhadores elegerem políticos que de fato defendam os interesses da classe e não dos patrões, como é o caso da atual configuração do Congresso Nacional.

 

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Antônio Carlos Cordeiro, da direção da Intersindical Central da Classe Trabalhadora, falou sobre a conjuntura política que coloca desafios à categoria Química 

Durante o encontro, os/as trabalhadores/as esclareceram dúvidas, a maioria delas ligada a reforma trabalhista. Em cada umas das respostas, a certeza de que somente a luta e junto com o Unificados será possível resistir e impedir tentativas de ataques dos patrões.

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A dirigente Nilza Pereira destacou a necessidade de união dos/as trabalhadores/as durante a campanha salarial, compartilhando as informações do sindicato, mobilizando companheiros para as próximas lutas. “A todo o tempo a mídia defende a retirada de direitos como se fosse algo normal. A propaganda veiculada pelo banco Santander é prova disso. Mostra a carteira de trabalho como algo do passado e uma maquininha de cartão como sendo o futuro promissor. Como se fosse normal perder direitos como férias, 13º salário, Fundo de Garantia para se transformar em um empreendedor.”

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Propaganda publicitária do banco Santander tenta normalizar o brutal ataque a direitos trabalhistas. Categoria Química não aceitará nenhum recuo aos direitos conquistados em anos de lutas!

 

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