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Protestos e truculência da PM marcam o 8 de março de 2018

As mulheres marcaram o 8/03 com protestos contra o machismo, desigualdade, violência e os ataques à democracia e aos direitos das mulheres concretizados pelo governo golpista que além de suspender políticas públicas voltadas às mulheres, piorou a situação de milhares de brasileiras ao impor a reforma trabalhista e ainda tenta atacar o direito à aposentadoria e acesso aos benefícios previdenciários com a reforma da Previdência.

 

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Dirigentes da Regional Osasco do Unificados participaram do ato em São Paulo. No mesmo dia, realizaram protesto na porta da Yamá Cosméticos em Cotia. Confira o vídeo ao final da reportagem.

Em São Paulo, o ato na Avenida Paulista, reuniu cerca de 10 mil manifestantes. A marcha saiu da Praça Oswaldo Cruz, no bairro do Paraíso. Por volta de 18h30, a marcha chegou à frente do prédio da TV Gazeta, e fez um protesto ao lado, na porta do McDonald’s devido à infeliz “comemoração” proposta pela cadeia internacional de fast food ao anunciar que no Dia Internacional da Mulher operava com equipe 100% feminina.

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Publicidade infeliz e machista da rede de fast food foi alvo de protesto no ato em São Paulo

Apropriação de uma data historicamente de luta

O sistema capitalista tenta apagar a história, as origens da criação do 8/03 – Dia Internacional das Mulheres – criando campanhas e “homenagens” que apenas reforçam o machismo e o estereótipo do que significa ser mulher. A jornalista e professora Claudia Giannotti, do Núcleo Piratininga de Comunicação destaca que “este é um dia de luta, fruto de greves, insurreições, rebeldias, desobediências das mulheres em vários lugares do mundo. Uma dessas rebeldias foi a grande manifestação das operárias, tecelãs e costureiras, principalmente, na Rússia, em 1917. Elas foram às ruas dizer não à guerra e dizer da necessidade de pão para alimentar sus filhos e filhas. Foi o estopim da revolução Russa, que mudou a história mundial”. O protesto contra a fome e a I Guerra Mundial ocorreu em 23 de fevereiro, que pelo antigo calendário russo, seria em 8 de março no calendário gregoriano.

Ou seja, esta é uma data de luta. Antes mesmo deste episódio, em 1910, durante o 2º Congresso Internacional de Mulheres Socialistas em Copenhague, a alemã Clara Zetkin propôs que fosse designado um dia para a luta dos direitos das mulheres, sobretudo o direito ao voto.

Violência policial em Campinas

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Concentração no Largo do Rosário: movimentos feministas diversos participaram, incluindo dirigentes e trabalhadoras do Sindicato Químicos Unificados

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Em Campinas, o ato pelo Dia Internacional das Mulheres foi marcado pela truculência e violência policial contra as mulheres. O ato pacífico saiu do Largo do Rosário, no centro, com intenção de chegar até a Prefeitura Municipal. Porém, durante o percurso ainda na Avenida Francisco Glicério, a Polícia Militar prendeu uma das manifestantes acusando-a de pichação.

Embora ela tenha negado a autoria da pichação e durante a revista os PMs não encontrarem nenhuma lata de tinta spray da cor da pichação, ela foi detida e lavada ao 1º Distrito Policial. A manifestação mudou seu trajeto e mulheres de diversas idades ocuparam o distrito, permanecendo em protesto até a liberação e retirada da acusação contra a companheira.

Segundo relatos das participantes, uma das companheiras foi agredida com um soco de um policial sem identificação enquanto registrava em vídeo a abordagem da PM contra a manifestante na avenida Francisco Glicério. Ela desmaiou e ficou inconsciente por quase meia hora. O PM depois dessa ação absurda, fugiu no meio da multidão.

A Regional Campinas do Unificados segue com atividades voltadas ao Dia Internacional das Mulheres com uma programação especial que será realizada neste domingo, 11/03, no Cefol Campinas. Confira os detalhes aqui.

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Coletivo de Mulheres do Unificados participou da marcha e prestou solidariedade à companheira detida sem provas e com truculência pela Polícia Militar

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Abaixo, o vídeo da performance realizada pela direção da regional Osasco do Unificados na porta da fábrica da Yamá Cosméticos, em Cotia.

Crédito das fotos em Campinas: Selma Cerri / Edilene Santana (foto do 1º Distrito Policial)

Crédito das fotos de São Paulo: Natália De Moura (1ª imagem do ato em SP) / Nelson Ezídio / Alexandre Macial (fotos noturnas da Paulista)

Crédito edição do vídeo do ato na Yamá Cosméticos: Natália De Moura

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