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Greve resulta em conquistas na Mexichem/Amanco

Disposição, unidade e organização são as palavras que resumem a luta dos/as trabalhadores/as da Aman¬co/Mexichem do Brasil, em Sumaré. Após nove dias de greve, e três audiências de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho da 15ª região, a empresa apre¬sentou uma proposta com avanços e que foi aprovada pelos/as trabalhadores/as dos três turnos.

Entre as conquistas está o pagamento da cesta básica a todos/as que trabalham no setor de produção. Antes, apenas quem cumpria jornada diferenciada tinha direito a este benefício. O valor foi reajustado em 16,6% passando de R$ 198 para R$ 231 e nos próximos dois anos, em novembro de 2017 e novembro 2018, será reajustada pelo índice definido na campanha salarial.

A empresa também pagará em uma única parcela o valor de R$ 1.030 no dia 31/05 referente ao Programa de Participação nos Resultados (PPR) de 2016. O acordo firmado no TRT estabelece que sindicato e empresa devem negociar em 15 dias uma acordo de PPR para 2017.
Outra conquista importante é que a empresa abonará 100% dos dias parados e também garantirá estabilidade de 90 dias aos trabalhadores.

Em relação ao plano médico, a coparticipação será adotada a partir da 4ª consulta. Para gestantes, pessoas com doenças crônicas e crianças com até um ano de idade não haverá coparticipação. Os/as trabalhadores que cumprem jornada diferenciada receberão um abono de R$500.

Lutar não é crime!
Vale destacar que os/ as trabalhadores/as em greve enfrentaram as tentativas de intimidação e criminalização de uma luta justa, por melhores condições de trabalho na Mexichem/Amanco. A porta da fábrica de Su¬maré ficou lotada de Policiais Militares e Guardas Municipais. O Unificados denunciou à imprensa e ao Ministério Público do Trabalho esta prática antissindical que prejudicou a população de Sumaré, pois guardas e policiais deveriam estar cuidando da segurança pública e patrimonial da cidade e não constrangendo trabalhadores.

Se hoje, empresas usam e abusam do aparato do Estado para desarticular a luta dos/as trabalhado¬res/as, imagine como ficará a situação, caso a reforma trabalhista que prega livre negociação entre trabalha¬dores e patrões. A Amanco pertence à multinacional mexicana Mexichem maior produtora de resinas de PVC na América Latina, teve um lucro líquido de R$ 2,7 bilhões em 2016. A fábrica em Sumaré produz tubos e conexões e conta com cerca de 500 traba¬lhadores. É uma das sete unidades da multinacional no Brasil.

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