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08/03 é marcado por grandes protestos contra Temer

Uma grande articulação entre mulheres de diferentes países fez deste 8 de março de 2017, Dia Internacional das Mulheres, um marco na luta por diversas demandas feministas como a igualdade de direitos, liberdade sexual, contra o machismo que violenta e mata mulheres diariamente, pelo fim da cultura do estupro, em defesa dos direitos reprodutivos, entre outras bandeiras.

No Brasil, o tema central foi o combate às reformas que Temer quer fazer nas leis trabalhistas e na Previdência – que afetarão muito mais as mulheres. Ele pretende elevar a idade mínima de aposentadoria das mulheres para 65 anos (a mesma dos homens), desconsiderando a dupla jornada que as mulheres encaram nos lares – realidade de um Brasil machista.

Clique na imagem abaixo, de Nelson Ezidio,  para visualizar o álbum de fotos do ato em São Paulo:

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Se a reforma passar, não será permitido às mulheres receber pensão pela morte do companheiro e a aposentadoria. A ampliação das jornadas de trabalho também inviabiliza o emprego daquelas que têm filhos e familiares para cuidar (idosos, doentes). A estas mulheres, restará ficar em casa cuidando de seus doentes e idosos que estarão fora da seguridade social. É o destino de miséria traçado às mulheres trabalhadoras deste país.

Temer é inimigo das mulheres
O interino Michel Temer fez um pronunciamento que expressa bem o quanto é machista e atrasado este governo em relação às necessidades das mulheres. Ele disse que são as mulheres as únicas responsáveis pela educação dos filhos e pelos afazeres domésticos. Reduziu as mulheres ao papel de constatadoras da inflação dos preços das mercadorias no supermercado.

Este é o pensamento de quem ocupa hoje a presidência do Brasil, que tem a maior parte de sua população formada por mulheres (quase 52%). Dados do Portal da Transparência mostram que o atual governo, reduziu drasticamente os investimentos em políticas públicas para as mulheres. Os repasses a ações como as de combate à violência contra a mulher e de atenção à saúde da mulher sofreram redução de mais de 70% de 2015 para 2016 — são R$ 11,1 milhões destinados ao setor, contra R$ 41,7 milhões gastos em 2015.

Unificados em luta pela vida e pelos direitos das mulheres
Dirigentes do Unificados estiveram presentes nos atos de rua que partiram da Praça da Sé, em São Paulo, e da Catedral Metropolitana de Campinas. Além disso, na parte da manhã, a Regional Osasco realizou um ato em frente à farmacêutica AstraZeneca Brasil, em Cotia, dialogando com as/os trabalhadores/as sobre os retrocessos que o atual governo tenta impor à classe trabalhadora, sobretudo, às mulheres.

Confira a reportagem da TV Movimento sobre o ato realizado em Campinas:

 

A mobilização continua até o dia 15 de março quando um grande número de movimentos populares, trabalhadores/as de diversas categorias profissionais e centrais sindicais farão um grande ato unificado contra a Reforma da Previdência e Trabalhista.

 

Por que lutar?

– Pelo seu direito à aposentadoria

As regras estão sendo mudadas para que você tenha que passar mais tempo trabalhando para ter acesso à aposentadoria integral. Se essa “reforma” de Temer passar, você terá direito de aposentar apenas se tiver atingido a idade mínima de 65 anos (seja você homem ou mulher) e se tiver contribuído por no mínimo 25 anos. Ainda assim, o valor que você irá receber será apenas 76% da média simples das contribuições. Se quiser receber o valor integral deverá trabalhar mais anos, até atingir 49 anos de contribuição. No caso de quem trabalha em ambientes insalubres ou perigosos, as mudanças também serão para pior. Hoje, os trabalhadores expostos aa estas condições têm direito a aposentadoria integral com 15, 20 ou 25 anos de trabalho (a depender do risco) e do tempo de contribuição. Temer quer que esses trabalhadores contribuam por, no mínimo, 20 anos e só se aposentem aos 55 anos. O cálculo da aposentadoria será 51% do salário médio mais 1% por ano de contribuição. Ou seja, eles ficarão mais tempo expostos ao risco e não terão mais direito à aposentadoria integral.

– Em defesa do emprego decente
Temer quer fazer uma reforma trabalhista que tem como principal ponto o aumento das jornadas de trabalho. Não bastasse isso, Deputados como o atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) defendem que esta reforma é tímida. Por isso, estão desengavetando projetos de lei para terceirizar todos os tipos de atividades econômicas. Querem acabar com as leis trabalhistas que garantem hoje um patamar mínimo de direitos.
Por isso, no dia 15 de março voltaremos às ruas para barrar estas medidas.

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