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EMS ataca jornada usando a reforma trabalhita

Trabalhadores/as da EMS participaram nesta sexta (02/02) da assembleia com o Unificados para tratar da truculência por parte da  farmacêutica em relação aos acordos das jornadas  vigentes, utilizando a “reforma trabalhista” que entrou em vigor em novembro do ano passado.

Na fábrica 1, os/as companheiros/as foram chamados individualmente para assinar “acordos de compensação de jornada” que alteram a jornada assinada pelo sindicato. Ocorre que a jornada ainda está em vigor, portanto não poderia ser alterada, e muito menos sem a aprovação dos/as trabalhadores/as, que denunciam ao sindicato estarem sendo pressionados pela chefia a assinar o acordo individual. A jornada assinada pelo Unificados tem validade até 15 de janeiro de 2019.

A EMS tenta passar por cima do acordo para igualar a jornada da fábrica 1 a da fábrica 2 (onde as folgas praticamente não caem aos finais de semana). Pela proposta, o trabalhador só conseguiria ter um final de semana inteiro de descanso (sábado e domingo) após 45 dias. O sindicato não assinou a jornada que está aplicando na fábrica 2 e  já enviou notificação à empresa informando que a qualquer momento os/as trabalhadores podem iniciar paralisação caso a EMS continue a assediar moralmente e a adotar práticas antissindicais.

Jornada na fábrica 2: goela abaixo

Para regularizar a situação da jornada vencida na fábrica 2, o Unificados propôs que os/as trabalhadores pudessem decidir sobre a proposta apresentada pela empresa em votação secreta, com acompanhamento do sindicato.Porém, a empresa passou por cima da reivindicação e realizou votação sem a presença do sindicato, em uma sala com a presença de toda a chefia. Ou seja, uma votação marcada pela coação.

Segundo informações que chegaram ao Unificados, a empresa chegou a recrutar trabalhadores para a fábrica 2 e 20% dos candidatos desistiram da vaga por causa da jornada. Diante da posição arbitrária da empresa, o sindicato não assinou acordo de jornada para a fábrica 2.

Só a luta muda a vida

É necessário construir uma greve com ampla adesão dos/as companheiros das duas fábricas para barrar a truculência da EMS e a imposição de mudanças na jornada que prejudicam o convívio social dos trabalhadores, causando inclusive adoecimento.

A EMS Farmacêutica tem no total cerca de 2.500 trabalhadores em Hortolândia. Segundo informações divulgadas na mídia, a NC Farma (EMS) fechou 2017 como o maior laboratório farmacêutico do Brasil, com faturamento de R$ 15,8 bilhões. A EMS, que  faz parte deste grupo, preocupa-se apenas com suas cifras bilionárias e com o discurso da boca pra fora traduzido no slogan marqueteiro “Sua Saúde Merece”. Na prática, a maior fabricante de genéricos do Brasil demonstra que não se importa  com a saúde dos/as trabalhadores/as, uma vez que assedia moralmente e pressionando os a aceitar uma jornada ruim. A insatisfação é geral na fábrica.

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Dia Nacional de Luta: 19/02

O caso da EMS é mais um exemplo do desastre provocado pela aprovação da reforma trabalhista, que permite aos patrões forçarem todo tipo de mudanças sob a alegação de que agora a lei permite negociação direta, sem a presença do sindicato.

Agora, a Previdência Social – o seu direito à aposentadoria – está na mira dos golpistas. Temer tenta de todas as formas fazer com que a destruição das aposentadorias seja votada no Congresso até 19/02.  Para isso, ele está comprando parlamentares, pagando bilhões em campanhas publicitárias, indo a programas de TV para mentir sobre a situação da Seguridade Social.

Para barrar mais este retrocesso, que agravará o futuro de milhões de brasileiros é preciso mostrar a insatisfação em peso e aderir à Jornada Nacional de Luta contra a Reforma da Previdência, organizada pelas centrais sindicais. A orientação é para que  o próximo dia 19 de fevereiro seja um Dia Nacional de Luta, com paralisações no setor produtivo do País, nos serviços públicos, atos com ampla adesão da população.

Como pressionar virtualmente

Até lá, é tarefa de todas e todos pressionar os deputados, especialmente os indecisos. O lema é “Se votar, não volta”. Um lembrete a todos que se candidatarão em outubro. Você pode fazer isso com apenas alguns cliques virtualmente aqui.

Você também pode (e deve!) deixar o seu recado nas Redes Sociais deles. Separamos aqui os parlamentares que são das regiões de Campinas e Osasco:

Bruna Furlan / PSDB (Região de Osasco): https://www.facebook.com/BrunaFurlanDeputadaFederal/

Carlos Sampaio / PSDB (Região de Campinas): https://www.facebook.com/DeputadoCarlosSampaio/

Luiz Lauro Filho / PSB (Região de Campinas): https://www.facebook.com/dep.luizlaurofilho/

Vanderlei Macris / PSDB (Região de Campinas): https://www.facebook.com/vanderleimacris/

Roberto Alves/PSB (Região de Campinas): https://www.facebook.com/RobertoAlvesPRB/

Paulo Freire/PR(Região de Campinas): https://www.facebook.com/deputadopaulofreire/

 

 

 

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