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consciência Negra

Consciência negra, sempre!

O Dia da Consciência Negra existe para sensibilizar a população brasileira sobre a urgente luta por igualdade e combate ao racismo no Brasil. A data 20 de novembro é simbólica: foi neste dia que Zumbi foi assassinado. Ele foi principal líder que organizou a resistência em defesa da liberdade, no Quilombo dos Palmares, localizado onde hoje é o estado de Alagoas. Este quilombo chegou a reunir entre 20 a 30 mil pessoas – um verdadeiro Estado autônomo, em uma faixa de 200 km de largura paralela à costa.

A data foi instituída oficialmente como Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra pela Lei 12.519 e algumas cidades têm feriado neste dia, com uma série de programações voltadas à reflexão e reparação da injustiça histórica cometida contra a população negra, reforçando a ideia de que o combate ao racismo e a desigualdade é urgente e diário.

Em 1888 a escravidão foi abolida no Brasil, porém sem oferecer nenhuma condição para que os negros fossem integrados às novas regras de uma sociedade baseada no trabalho assalariado. Segundo a historiadora Lilian Moritz Schwarcz​, o país viveu um processo de  amnésia nacional​ em relação ao que foi a escravidão no Brasil

A luta iniciada por Zumbi continuará enquanto houver desigualdade, opressão e racismo contra negros e negras. Os dados estatísticos comprovam que, passados 130 anos da abolição da escravidão no Brasil, estamos ainda muito distantes deste objetivo. O racismo está na estrutura de nossa sociedade. Por isso, políticas como as de cotas no ensino superior e concursos públicos são tão importantes.

Preconceito e violência

Ao estudar o ritmo em que as desigualdades entre negros e brancos vem reduzindo-se ao longo de 20 anos, a organização não governamental Oxfam Brasil chegou à conclusão de que seriam necessários mais de 70 anos para que trabalhadores negros e brancos passassem a ganhar o mesmo valor.

Além da situação desigual em relação às oportunidades de trabalho, a violência persegue e faz da população negra e parda sua principal vítima. Segundo dados do Atlas da Violência 2018, a violência letal intencional no Brasil cresceu contra negros (população que declara a cor da pele como preta e parda). Entre 2006 e 2016, a taxa de homicídios entre esta população saltou 23,1% e foi a maior registrada desde 2006 – ano inicial da série histórica. Já o percentual de homicídios de indivíduos não negros diminuiu 6,8% neste período.

Marielle, presente!

Neste 20 de novembro lembramos os oito meses de impunidade no caso Marielle Franco e Anderson. Ela e o motorista foram assassinados no dia 14 de março. Seu trabalho diário era defender a população negra e periférica, combatendo o racismo e a violência policial frequente nas periferias do Rio de Janeiro.  O crime político continua sem resolução e punição.

Outra frente de luta bastante destacada no Dia da Consciência Negra é o combate à discriminação contra as religiões de matriz africanas no Brasil, que aumentou 7,5% em 2018. Os dados foram obtidos pela reportagem do G1 via Lei de Acesso à Informação a partir das denúncias feitas pelo Disque 100, serviço de atendimento 24 horas do Ministério de Direitos Humanos. Foram 71 denúncias do tipo feitas de janeiro a junho deste ano, contra 66 no mesmo período de 2017. A reportagem revela que as denúncias feitas por discriminação contra todas as religiões caíram de 255 para 210, queda de 17% no mesmo período.

 

 

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