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Greve na Rhodia entra no segundo dia. Veja vídeo.

Os aproximadamente 1.800 trabalhadores da Rhodia Brasil, em Paulínia/SP, mantiveram a decisão de greve e a paralisação da produção na multinacional francesa entra em seu segundo dia. Entre outras reivindicações (veja mais abaixo), eles querem um reajuste salarial maior do que os 9% propostos pela patronal, o que já foi conquistado em diversas outras empresas na categoria por meio de mobilização. Veja em  https://www.quimicosunificados.com.br/categoria/campanha-salarial/campanha-salarial-2008/

O índice de 9% de reajuste significa um aumento real dos salários de aproximadamente 1,87%. Esta conta trabalha com a estimativa de que a inflação nos últimos doze meses, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor, será em torno de 7%. O índice oficial é divulgado somente por volta do dia 15 de novembro. Os trabalhadores da Rhodia exigem um aumento real superior a isso.

Todos os setores (produção, terceirizados e administrativo) aderiram à greve.

 	Rhodia: com a greve, portão deserto na entrada do turno das 22 horas (05/11/08 - Foto: Unificados)

Rhodia: com a greve, portão deserto na entrada do turno
das 22 horas (05/11/08 – Foto: Unificados)

Assista vídeo

CLIQUE AQUI e assista a vídeo sobre a assembléia de 05 de novembro que aprovou a greve na Rhodia.

Duas greves em 18 dias

A Rhodia Brasil, em Paulínia, está com sua produção paralisada pela segunda vez em 18 dias. A atual mobilização, iniciada em 05 de novembro e por tempo indeterminado, é provocada pela intransigência da multinacional francesa em atender às reivindicações gerais e específicas de seus trabalhadores na campanha salarial 2008 da categoria.

Em 17 de outubro, como advertência à Rhodia por sua negativa em negociar as reivindicações, já ocorrera uma paralisação por 24 horas. Desde 1994 não havia greves na planta da empresa, em Paulínia.

Trabalhadores da Rhodia durante greve, na manhã de hoje (06/11/08 - FOTO: JOÃO ZINCLAR)

Trabalhadores da Rhodia durante greve,
na manhã de hoje (06/11/08 – FOTO: JOÃO ZINCLAR)

A pauta de reivindicações

Inicialmente, a Rhodia desrespeitou os trabalhadores ao se recusar a receber a pauta de reivindicações por eles aprovada em assembléias. Com a produção parada na greve de advertência no dia 17, a Rhodia aceitou o documento. No entanto, em 28 de outubro, ela comunicou ao sindicato e aos trabalhadores que não atenderia a nenhuma das reivindicação, que são:

1 – Reajuste salarial de 15% inflação produtividade e crescimento.

2 – Cesta alimentação no valor R$ 200,00.

3 – Corrigir funções conforme cláusula 24 da convenção coletiva e debater cargos e salários.

4 – Ampliar o limite de consulta do convênio médico para titular e dependentes.

5 – Correção do (P.P.P.) para a realidade do trabalho atual.

6 – Reduzir o tempo de trajeto do transporte oferecido pela empresa.

7 – Definir as funções técnicas dos operadores da Rhodia.

8 – Reposição dos postos de trabalho na fábrica.

9 – Discutir melhores condições de salários para os terceirizados.

Mais informações

Para mais informações sobre a greve na Rhodia, favor contatar Valdir de Souza pelo telefone (19) 9733.8950 e 7850.1930, e Arlei Medeiros pelo (19) 7850.1731 e 9649.0560, ambos dirigentes do Sindicato Químicos Unificados que estão junto à mobilização.

A Rhodia Brasil tem cerca de 1.800 trabalhadores e está localizada na Fazenda São Francisco, em Paulínia/SP. Ela trabalha na área de polímeros, química orgânica e inorgânica e em formulações, insumos para cremes dentais, perfumes, produtos agrícolas, roupas, calçados, materiais de construção, automóveis e eletroeletrônicos, entre outros.

A campanha salarial

Os trabalhadores já estão com a última proposta da patronal, que em suas cláusulas econômicas prevê:

Reajuste salarial – Índice de 9%, que garante um aumento real dos salários de aproximadamente 1,87%. Esta conta trabalha com a estimativa de que a inflação nos últimos doze meses, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor, será em torno de 7%. O índice oficial é divulgado somente por volta do dia 15 de novembro.

Piso na categoria – O piso salarial na categoria passa para R$ 759,00, o que representa um aumento de 10,8% – quase 4% reais – sobre o anterior.

PLR mínima – A Participação nos Lucros e Resultados (PLR) vai para R$ 550,00, 10% superior à anterior – aumento real de 3%.

A discussão e a aceitação ou não desta proposta patronal, feita na última rodada de negociações, em 31 de outubro, em São Paulo, serão feitas pelos trabalhadores em assembléia que será realizada no dia 07 de novembro (próxima sexta-feira), com início às 18h30m, nas regionais de Campinas, Osasco e Vinhedo do Sindicato Químicos Unificados.

A categoria tem o dia 01 de novembro como data base e corresponde ao período de 01 de novembro de 2007 a 31 de outubro de 2008.

Saiba tudo sobre a campanha salarial 2008

CLIQUE AQUI para ler todas as informações – e ficar atualizado – sobre a campanha salarial 2008 do ramo químico no estado de São Paulo, em especial na base territorial do Sindicato Químicos Unificados (Campinas, Osasco e Vinhedo).

 	Boetim geral chamada para assembléia de campanha salarial 2008, dia 07 de novembro de 2008, nas regionais de Campinas, Osasco e Vinhedo

Boletim geral
chamada para assembléia de campanha salarial 2008,

dia 07 de novembro
de 2008, nas regionais de Campinas, Osasco e Vinhedo

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