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Patronal oferece 8% de reajuste salarial. Sindicatos rejeitam e exigem índice maior

Os dirigentes sindicais do ramo químico rejeitaram no início da tarde de hoje (29/10/10) a proposta de reajuste para a categoria, que tem data base em 01 de novembro, feita pela patronal

 Pela proposta, os salários teriam um reajuste de 8% até o teto de R$ 6.276,71 – além deste valor, o aumento seria fixo de R$ 502,14; o piso da categoria teria um aumento de 9,2% e passaria dos atuais R$ 815,00 para R$ 890,00; o valor mínimo da participação nos lucros e resultados (PLR) seria reajustada em 10%, passando de R$ 600,00 para R$ 660,00. Todas as cláusulas sociais seriam mantidas.

Pouco frente ao crescimento da produtividade

Conforme dirigentes do Unificados, que compõe a negociação junto à Federação dos Trabalhadores das Indústrias Químicas do Estado de São Paulo, a avaliação é a de que há um descompasso entre a proposta patronal com o aumento de produtividade registrado na indústria química.

De janeiro a agosto de 2010, a produtividade cresceu 9,5% em comparação a igual período do ano passado. O reajuste proposto poderá significar um aumento real entre 2,6% a 3%, dependendo da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de outubro. Até agora, a inflação acumulada do período de novembro de 2009 a setembro deste ano é de 4,42%. Até a data base, a inflação, que será divulgada em aproximadamente 10 dias, está projetada entre 4,6% e 5%.

No Unificados já há conquistas de 10%

Durante a negociação, a patronal tentou impor o limite de 08 de novembro para a assinatura do acordo. Os sindicalistas retrucaram que não aceitam pressão e que a decisão será dos trabalhadores.

Com a grande mobilização e participação das trabalhadoras e dos trabalhadores nas assembleias realizadas nas empresas da base territorial do Unificados (Campinas, Osasco, Vinhedo e regiões), muitas empresas já se comprometeram a acrescer 2% ao índice que vier a ser acordado nas negociações na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Assim, muitos trabalhadores já estão com 10% garantidos de aumento salarial.

Mais ações nas fábricas

Conforme o Unificados deixou hoje claro para a patronal, serão os trabalhadores, em assembleias nas fábricas que decidirão qual índice querem de reajuste e em qual data o acordo deverá ser assinado.

Para isso, a partir de agora o Unificados irá intensificar as atividades nas portas das fábricas, com assembleias, paralisações temporárias e até greve caso necessário.

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