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Campanha salarial 2013: Patronal nega tudo e radicaliza. A luta é o caminho

Aumentar em muito a pressão nas fábricas é o caminho a ser tomado pela categoria após a patronal ter se recusado até mesmo a conversar sobre e, portanto, a negociar, as cláusulas sociais da campanha salarial 2013 do setor químico. Está é a decisão dos dirigentes sindicais e da Federação dos Trabalhadores na Indústria Química do Estado de São Paulo (Fetquim) ao final da primeira rodada de negociações entre trabalhadores e a patronal, ontem (16/10/13), em São Paulo.

Na reunião as empresas se mantiveram intransigentes na postura de ignorar as reivindicações de redução da jornada de trabalho sem redução de salários – com sábados e domingos livres; a licença maternidade de 180 dias; cesta básica e inclusão de uma cláusula que garanta aos trabalhadores o direito de saber quando estão inseridos em processos industriais que envolvam nanopartículas.

Pare e participe ativamente das assembleias

Assim, a orientação dos sindicatos para a categoria é de fazer crescer a pressão em cada fábrica. Converse sobre isso com as companheiras e companheiros ao pé da máquina, nos momentos de descanso e no transporte. É preciso deixar claro que estamos dispostos a lutar por nossas justas reivindicações. Pare nas assembleias e tenha ativa participação nas mobilizações propostas pelo sindicato.

As cláusulas sobre índices de reajustes econômicos estão agendadas para negociação em 31 de outubro, também em São Paulo. A data base é 01 de novembro e abrange o período de 01 de novembro de 2012 a 31 de outubro de 2013.

As reivindicações

• Aumento salarial de 13% – índice que compreende a reposição da inflação anual mais aumento real com base no crescimento da produtividade e do lucro das empresas.

• Piso salarial de R$ 1.550,00.

• Participação nos lucros e resultados (PLR) no valor mínimo de R$ 2.860,00.

• Redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, sem redução nos salários e com sábados e domingos livres.

• Licença maternidade de 180 dias.

• Cesta básica totalmente gratuita, sem condicionantes.

• Nanopartículas: Direito à informação.

Facilidades às empresas

A indústria química foi beneficiada pela desoneração de PIS/Cofins. A taxa caiu dos 5,6% para 1%, e ficará neste patamar até 2015. Em 2016, o tributo volta aos poucos para o patamar original e somente em 2018 retornará aos 5,6%.

Além disso, a indústria química obteve facilitação do acesso ao crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES) com redução nas taxas de juros, redução nos custos das matérias primas por efeito de medida provisória e a redução da tarifa de energia elétrica em até 32% para as empresas.

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