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Pelo menos 80 mil pessoas participaram da manifestação por Direitos, Liberdade e Democracia realizado hoje (20/08) em todo o Brasil. Em São Paulo teve início com concentração no Largo da Batata (bairro de Pinheiros), seguido de uma marcha até a avenida Paulista, um percurso de 5 km, onde ocorreu o ato de encerramento. O Sindicato Químicos Unificados e a Intersindical Central da Classe Trabalhadora estiveram presentes.
Em São Paulo (foto acima) foram cerca de 40 mil manifestantes, no Rio de Janeiro 10 mil mais 20 mil pelas demais capitais e cidades do país. Em Campinas ( foto abaixo) aproximadamente se reuniram no Largo do Rosário e fizeram uma caminhada pelo centro da cidade. Estas estimativas de público foram divulgadas pelas polícias militares estaduais.
Os manifestantes foram às ruas em defesa dos direitos trabalhistas e sociais, da liberdade e da democracia, por saídas populares para a crise, contra a ofensiva da direita conservadora, reacionária, discriminadora e capitalista e contra o ajuste fiscal e a chamada
Agenda Brasil.
Participaram trabalhadores, centrais sindicais, sindicatos, partidos políticos de esquerda, estudantes movimentos sociais, populares e pelo meio-ambiente. A manifestação ocorreu em 32 cidades, entre capitais de estados e regiões metropolitanas do interior, em todo o Brasil. Na foto abaixo, o ato em Aracaju-SE.
A Agenda Brasil
A Agenda Brasil, que é uma proposta do senador Renan Calheiros (PMDB), presidente do Senado, entre outras questões, reforça a ampliação da terceirização, prevê o aumento da idade para a aposentadoria, reabre a discussão do uso de terras indígenas para exploração pelo agronegócio, quer reduzir a necessidade de procedimentos para se conseguir licença ambiental e propõe que o Sistema Único de Saúde (SUS) passe a cobrar pelo atendimento com base em faixas de rendimento do usuário.
Fotos das manifestações
As fotos são dos sites UOL, Terra e Agência Brasil. Passe o mouse sobre a imagem para ver a cidade e o crédito da foto.
Em São Paulo
Pelo Brasil
Manifesto
As entidades organizadoras do ato preparam um manifesto no qual expressam as motivações e as reivindicações da classe trabalhadora:
A política econômica do governo joga a conta nas costas do povo.
Ao invés de atacar direitos trabalhistas, cortar investimentos sociais e aumentar os juros, defendemos que o governo ajuste as contas em cima dos mais ricos, com taxação das grandes fortunas, dividendos e remessas de lucro, além de uma auditoria da dívida pública.
Somos contra o aumento das tarifas de energia, água e outros serviços básicos, que inflacionam o custo de vida dos trabalhadores. Os direitos trabalhistas precisam ser assegurados: defendemos a redução da jornada de trabalho sem redução de salários e a valorização dos aposentados com uma previdência pública, universal e sem progressividade.
Fora Eduardo Cunha, presidente da Câmara dos Deputados: Não às pautas conservadoras e ao ataque a direitos.
Eduardo Cunha representa o retrocesso e um ataque à democracia. Ele transformou a Câmara dos Deputados numa Casa da Intolerância e da retirada de direitos.
Somos contra a pauta conservadora e antipopular imposta pelo Congresso: Terceirização, redução da maioridade penal, contrarreforma política (com medidas como financiamento empresarial de campanha, restrição de participação em debates, etc.) e a entrega do pré-sal às empresas estrangeiras.
Defendemos uma Petrobrás 100% estatal. Além disso, estaremos nas ruas em defesa das liberdades: contra o racismo, a intolerância religiosa, o machismo, a LGBTfobia e a criminalização das lutas sociais.
A saída é pela Esquerda, com o povo na rua, por reformas populares.
É preciso enfrentar a estrutura de desigualdades da sociedade brasileira com uma plataforma popular.
Diante dos ataques, a saída será pela mobilização nas ruas, defendendo o aprofundamento da democracia e as reformas necessárias para o Brasil: Reforma tributária, urbana, agrária, educacional, democratização das comunicações e reforma democrática do sistema político para acabar com a corrupção e ampliar a participação popular.
Assinam este manifesto:
Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) / Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) / Central Única dos Trabalhadores (CUT) / Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) / Intersindical Central da Classe Trabalhadora/ Federação Única dos Petroleiros (FUP) / União Nacional dos Estudantes (UNE) / União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) / Rua Juventude Anticapitalista / Fora do Eixo / Mídia Ninja / União da Juventude Socialista (UJS) / Juntos / Juventude Socialismo e Liberdade (JSOL) / Associação Nacional de Pós Graduandos (ANPG) / Federação Nacional dos Estudantes do Ensino Técnico (Fenet) / União da Juventude Rebelião (UJR) / Uneafro / Unegro / Círculo Palmarino / União Brasileira das Mulheres (UBM) / Coletivo de Mulheres Rosas de Março / Coletivo Ação Crítica / Coletivo Cordel / Serviço Franciscano de Solidariedade (Sefras) / Igreja Povo de Deus em Movimento (IPDM).