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ASSEMBLEIA YARA GALVANI-1-15

Yara retira direitos no pagamento da PLR

O Sindicato Químicos Unificados não vai assinar o acordo de PLR proposto pela Yara, em Paulínia, enquanto ela insistir na retirada de direitos dos trabalhadores. “Nós não concordamos com a proposta da empresa de, por exemplo, não pagar a antecipação da PLR, pagar maior valor para os cargos de liderança e retirada do valor mínimo”, afirma Nildo da Silva, dirigente da Regional Campinas.

O pagamento da antecipação era feito até 2019, quando também era pago o valor mínimo de R$ 2.250,00 de PLR, independente do resultado da empresa. Agora, a proposta é de não pagamento da antecipação, a retirada desse valor mínimo e ainda se recusam a pagar o valor acordado na CCT, que é de R$ 1,1 mil. A empresa alega que é PLR específico e, por isso, não seguiria a convenção coletiva. O Sindicato discorda dessa alegação por considerar injusta.

Outro problema é que a comissão formada para discutir o acordo de PLR não teve a participação de um trabalhador da fábrica. A empresa indicou apenas representantes da área administrativa, chefes e nenhum do chão de fábrica. Além disso, colocaram diversos empecilhos para que os trabalhadores não possam receber a participação nos lucros como faltas injustificadas, avaliação individual implementada e regra de ouro podem fazer com que o trabalhador não receba nada ou tenha o valor descontado.

Empresa tem 1 bilhão de dólares em caixa
Em reportagem na agência de notícias internacional Reuters, a empresa de fertilizantes Yara disse em julho que seu ambiente de negócios continua robusto e registrou lucros no segundo trimestre ligeiramente acima das expectativas. Os lucros de abril a junho descontado os juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) aumentaram 8%.

Conforme relatório feito pelo economista e assessor do Sindicato, Vitor Hugo Tonin, no segundo trimestre de 2020 o lucro líquido atribuído aos acionistas controladores foi de US$ 223 milhões. A empresa reportou que possui 1 bilhão de dólares em caixa, livres para financiar suas atividades.

Portanto, está claro que o lucro da empresa vai muito bem. Desta forma, não há justificativas para a retirada de direitos dos trabalhadores e trabalhadoras.

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