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Congresso elege novas direção da Intersindical e aprova resoluções

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O 1º Congresso da Intersindical Central da Classe Trabalhadora (foto acima) elegeu a nova composição das direções executiva e nacional e aprovou resoluções importantes para o próximo período, a partir das reflexões provocadas pelas mesas de debate e grupos temáticos realizados ao longo do congresso e Encontro de mulheres da Intersindical, que o antecedeu. Neste 1º Congresso, realizado entre os dias 18 e 20 de março, participaram delegados de 23 estados (RS, SC, PR, SP, RJ, ES, BA, PB, RN, CE, PE, PA, AM, AC, RO, TO, MG, MT, MS, DF, GO, MA, PI).

Integrantes da direção, militantes e sindicalistas - Foto: NelsonEzidio
Integrantes da direção, militantes e sindicalistas - Foto: NelsonEzidio

A defesa da democracia e decisão de integrar atos nesta direção foi aprovada em plenário pelos participantes do congresso. A luta é contra um golpe que vem sendo construído pela elite do País com apoio dos meios de comunicação e que, caso se concretize, irá piorar ainda mais a situação da classe trabalhadora. Por isso, a Intersindical e seus sindicatos defendem a saída à esquerda e estará presente no ato programado para a próxima quinta-feira (24/03), organizado pela Frente Povo Sem Medo e que concentrará militantes a partir das 17h no Largo da Batata. No dia 31/03 também estará presente no ato em Brasília (DF). A Intersindical integra a Frente Povo Sem Medo junto com outras organizações e movimentos populares.

Arlei Medeiros, dirigente do Unificados, e eleito para a Secretaria de Administração e Finanças
Arlei Medeiros, dirigente do Unificados, e eleito para a Secretaria de Administração e Finanças
Nilza Pereira, dirigente do Unificados, que agora ocupa a Secretaria da Mulher Trabalhadora
Nilza Pereira, dirigente do Unificados, que agora, na Intersindical, também ocupa a Secretaria da Mulher Trabalhadora

Resolução de conjuntura aprovada no 1º Congresso da Intersindical: Vai ter luta! Nenhuma retirada de direitos ou retrocessos

"Vai ter luta. Nenhuma retirada de direitos ou retrocesso!" - foto: Nelson Ezídio
"Vai ter luta. Nenhuma retirada de direitos ou retrocesso!" - foto: Nelson Ezídio

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Sindicalismo internacional

José Ortiz, da FSM, durante o 1º Congresso - foto: ALeMaciel
José Ortiz, da FSM, durante o 1º Congresso - foto: ALeMaciel

O capitalismo não faz concessões e agrava a cada dia as formas de exploração pelo mundo inteiro. Por isso, os participantes do 1º Congresso da Intersindical Central da Classe Trabalhadora também aprovaram a filiação da central à FSM – Federação Sindical Mundial. A filiação reafirma o caráter internacionalista da central, possibilitando união de forças com outros lutadores para a superação do capitalismo pelo socialismo. Leia a resolução aqui.

Mulheres

A Intersindical se reafirma como uma central sindical feminista, encaminhando diversas resoluções específicas, resultado dos debates realizados nos dias 17 e 18 de março. Em votação no plenário, foi mantido os 30% como patamar mínimo de representação de mulheres nos sindicatos filiados, com o compromisso das entidades construírem a ampliação desta participação para que no 2º congresso, em 2019, seja possível deliberar sobre a paridade.

Teses

Aprovação de proposta - foto: Nelson Ezidio
Aprovação de proposta - foto: Nelson Ezidio

Foram apresentadas três teses que convergiam na análise de conjuntura, com críticas em relação às escolhas do Governo Federal nos campos político e econômico e também às investidas do Congresso Nacional contra a classe trabalhadora. A Intersindical se coloca contra todos esses ataques e somará a sua luta a de movimentos populares.

Nova direção e composição

O plenário aprovou mudanças no estatuto da central. Entre elas, a formalização da organização da central nas esferas estaduais e a ampliação do número de representantes da direção de 39 para 48 membros, incluindo a criação de uma nova secretaria de Movimentos Urbanos. Os dirigentes do Unificados Arlei Medeiros e Nilza Pereira integram a nova direção na  e Secretaria da Mulher Trabalhadora, respectivamente.

Convidados e debates

O 1º Congresso da Intersindical contou com a presença de convidados em debates sobre a conjuntura. Algumas falas:

Andrea Caldas, professora da Universidade Federal do Paraná
Andrea Caldas, professora da Universidade Federal do Paraná

“ A direita quer segurança. A nossa Constituição de 1988 virou um empecilho para o movimento de acumulação do capital. Mais do que alertar, temos que dizer, despertar a esperança das pessoas e disputar soluções práticas completas e programáticas. É necessário ocupar os espaços de formação de opinião numa batalha desigual, porque os meios de comunicação estão a serviço da direita e porque este governo não fez nenhum movimento para construir meios alternativos. É preciso defender com radicalidade mudanças na forma de operar a economia, combatendo o superávit, que faz parte de um modelo econômico que foi criado exclusivamente para os países em desenvolvimento.
Não existe superávit nos Estados Unidos, na Alemanha. Mais que auditoria da dívida pública, nós não temos que fazer poupança para pagar o ‘segurorrentismo’. A imprensa constrói a ideia que ter superávit é coisa boa. É como se você, estivesse sem comida, remédio e doente, mas a gerente do banco diz que mesmo assim você tem que manter uma poupança. É justo com o País? Você faria isso?.” Andrea Caldas, professora da Universidade Federal do Paraná.

Gilmar Mauro, dirigente nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra - foto: Nelson Ezidio
Gilmar Mauro, dirigente nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra - foto: Nelson Ezidio

“A direita não tem nada a oferecer à classe trabalhadora, só vai promover as privatizações da Caixa, Banco do Brasil, Petrobras e outras empresas públicas. Do ponto de vista da massa, o que eles têm a oferecer ao povo é a prisão do Lula e dos movimentos sociais. É um momento de resistência, luta, de construir a unidade da esquerda. Não é só o problema do PT, é o nosso maior patrimônio, a nossa militância que está em jogo. Se nós formos para a cadeia vai ter gente aplaudindo. Nós temos que ter resistência, não tem outra alternativa. Nós não estamos provocando a guerra, mas se for inevitável, nós vamos entrar” Gilmar Mauro, Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST).

“O governo aposta nas privatizações e financeirização da economia, começando pela redução dos investimentos públicos. Entre 2007 e 2010 esse investimento cresceu 35% ao ano. De 2008 a 2011 cresce apenas 0,7% ao ano, por uma decisão do governo. Para dar espaço ao investimento privado, ele reduz a taxa de juros, mas sobretudo dando crédito, fazendo desonerações em grande escala e amplos leilões de concessão, expressão que disfarça um processo de privatização. Principalmente voltado às empreiteiras, portos, rodovias, ferrovias e inclusive setor do Pré-Sal. Foram privatizados 4.890 quilômetros em rodovias e em 2015 mais 7mil quilômetros, com mais seis leiloes de seis rodovias. O mais bem-sucedido processo de privatização foi o dos aeroportos.

Também houve privatização dos terminais portuários. O governo aplicou a política de desoneração tributária com 282 bilhões. O que significa a renúncia destes recursos para que fiquem nas mãos de empresa privadas. O governo abre mão destes valores para que as empresas tenham mais lucro e assim possam investir. Mas, esses investimentos caíram. Perdemos em 2014 R$ 253 bilhões, em 2016 R$ 271 bilhões em receitas. Desses R$ 282 bilhões de renúncia em 2015, R$ 157 bilhões pertenciam à Seguridade Social.  É razoável que a gente aceite que depois de tanta desoneração venha derrubar a receita da Previdência?. Não é plausível aceitar essa proposta de reformas” Denise Gentil, professora Dra. e pesquisadora do Instituto de Economia da UFRJ.

Guilherme Boulos, do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST)
Guilherme Boulos, do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST)

“Há uma escalada extremamente preocupante no país: não cabe a nenhum de nós defender o governo Dilma, mas fazer a defesa da presidência. Cabe a nós refletir o que está acontecendo sob os nossos olhos. Na Avenida Paulista tivemos um rapaz de bicicleta vermelha com cabelo rastafári que teve a bicicleta confiscada e apanhou de um grupo fascista. Há uma escalada perigosa, fascista, propagada pela mídia e pelo juiz Sergio Moro.

Esse clima empodera o lado de lá e afeta o nosso direito de lutar. Não temos dúvida quanto ao risco imposto neste momento e a necessidade de frearmos essa ofensiva. O antipetismo continua sendo ferozmente de direita e nos afeta a todos. Vejo três eixos fundamentais de ação: O primeiro, deter essa ofensiva antidemocrática, não só pelo que ela defende, mas porque traz um caldo anticultura, fascista, que não aceita opinião divergente. Se isso prospera, vamos pagar um preço duro. Segundo: barrar as ofensivas do governo, não podemos baixar nossas bandeiras. Temos que ser claros. Não flertamos com a direita, não vamos dar abraço de afogado no PT nem no governo Dilma. Terceiro: potencializar as lutas sociais para a reconstrução do novo ciclo da esquerda brasileira. Nós entendemos que temos que construir a luta, sem titubear, em relação ao governo, à esquerda, construindo alternativas na prática. O erro que não podemos cometer é ficarmos parados sem posicionamento e linha clara.” Guilherme Boulos, Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST).

Agressão fascista e golpista

Hélio Augusto, agredido por defensores do golpe quando se dirigia ao ato NÃO VAI TER GOLPE, dia 18, na avenida Paulista/SP. Foto: ALeMaciel
Hélio Augusto, agredido por defensores do golpe quando se dirigia ao ato NÃO VAI TER GOLPE, dia 18, na avenida Paulista/SP. Foto: ALeMaciel

Hélio Augusto faz parte da coordenação do Espaço Cultural Carlos Marighella, que atua na periferia de São Paulo, principalmente na Vila Industrial e Guaianases. Ele foi agredido por um grupo de fascistas golpistas quando se dirigia, em 18 de março, ao ato NÃO VAI TER GOLPE, na avenida Paulista, em São Paulo. Augusto participou do 1º Congresso da Intersindical.

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