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Manter a luta viva na fábrica, mesmo com acordo assinado

Trabalhadores votam na assembléia (foto editada para evitar indentifcação)

Luta por empresas trouxe reajustes maiores nos salários e garantiu avanços em reivindicações específicas

As trabalhadoras e trabalhadores presentes na assembléia decisiva da Campanha Salarial 2006 aprovaram assinar o acordo coletivo com a patronal e manter a luta no chão das fábricas com o objetivo de garantir um reajuste salarial maior e a solução de irregularidades e problemas específicos. A assembléia foi realizada no dia 24 de novembro, nas três regionais do Sindicato Químicos Unificados (Campinas, Osasco e Vinhedo).
Com esta decisão, no dia 27 de novembro o acordo coletivo foi assinado entre os sindicatos químicos e a representação patronal, em São Paulo. Ele é retroativo a 1º de novembro, data base da categoria, com vigência até 31 de outubro de 2007. Como a decisão da assembléia foi também de dar continuidade à luta, em diversas empresas prosseguem as mobilizações com atraso no início da produção.

Reajuste salarial é de 3,5%
Piso da categoria sobe 5%

Com o reajuste de 3,5%, descontada a inflação de 2,71% no período de 1º de novembro de 2005 a 31 de outubro de 2006, o aumento real nos salários é de 0,79%. Para o piso da categoria, o reajuste de 5% significa um aumento salarial real de 1,5%. Para o valor mínimo a ser pago de Participação nos Lucros e Resultados (PLR) o reajuste foi também de 5%, o que garante 1,5% de aumento real sobre o valor anterior. Estes são os índices de reajustes salariais garantidos no acordo assinado:

*3,5% de reajuste salarial (aumento real de 0,79%)

*5% de aumento no piso da categoria, que passa a ser de R$ 637,60

*5% de aumento no mínimo da PLR, que sobe para R$ 462,00

*Todas as cláusulas sociais conquistadas permanecem garantidas

Assembléia em março
discutirá taxa negocial

A assembléia dia 24 também discutiu a questão taxa negocial. Ficou aprovado que, a princípio, será respeitada a decisão da categoria no plebiscito sobre o assunto realizado entre os dias 18 e 22 de setembro pelo sindicato, e que nova assembléia em março de 2007 definirá o procedimento. No plebiscito, 91% dos trabalhadores decidiram que o os encaminhamentos em relação à taxa negocial da atual data base (2006) seja semelhante ao de 2005.
Essa taxa negocial corresponde a 9% do total da folha de pagamento que cada empresa está obrigada a recolher ao sindicato de sua base territorial. Esses 9% não são descontados do salário do trabalhador.
Assim, no início de 2007 o sindicato irá convocar uma assembléia entre seus trabalhadores para tomar as decisões finais sobre o assunto.

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