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foto André Alves

Portarias do governo federal põem saúde do trabalhador em risco

Os Ministérios da Saúde, Agricultura e Economia publicaram no final da semana passada (18/6) as portarias n°19, n°20 e n° 1565 com uma lista de “supostas medidas de proteção sanitária, nos locais de trabalho e no transporte, para evitar a expansão do novo coronavírus”. Na prática, apenas protegem os patrões e colocam a saúde dos trabalhadores em risco.

Pelo governo federal, o distanciamento social, uma das medidas mais eficazes para evitar a contaminação pelo novo coronavírus, é de apenas 1 metro. No entanto, pesquisadores descobriram, após 172 estudos em 16 países, que até 1 metro o risco de alguém ser infectado é de até 13%. Se a distância for de até 2 metros, a chance cai para até 7%. E se as pessoas estiverem de máscaras, o risco é de apenas 3%.

Portanto, o sindicato defende que a distância mínima nas fábricas deve ser de pelo menos 1,5 metro. Esse é o espaço seguro para os trabalhadores e que é recomendado pela OMS (Organização Mundial da Saúde). Manter-se distante é importante porque a tosse e o espirro propagam pequenas gotas de secreção e saliva que podem conter vírus.

As portarias ignoram ainda qual distância entre os trabalhadores em locais de uso coletivo, como ônibus fretados, refeitórios, vestiários. “As portarias, com supostas medidas de prevenção à Covid-19 no ambiente de trabalho, não têm a mínima intenção de proteger os trabalhadores e trabalhadoras”, avalia o secretário de Saúde e Condições de Trabalho da Fetquim, André Alves, dirigente dos Químicos Unificados de Campinas.

“Lamentavelmente as portarias não garantem testagem laboratorial de Covid-19 para todos os trabalhadores e nem sequer nos ambientes onde houve comprovação de infectados, com a argumentação absurda de que não há embasamento técnico suficiente!”, critica o assessor de Saúde e Segurança do Trabalho da Fetquim, Remígio Todeschini.

A Fetquim recomenda que seus sindicatos lutem pela realização de testes para a Covid-19 nos trabalhadores e trabalhadoras que estão na ativa, ainda que possam haver resultados falsos negativos e falsos positivos. “Os testes rápidos podem detectar pessoas com o vírus ativo e que ainda estão propagando ativamente o vírus e aquelas que foram recentemente contaminadas”, lembra Remígio.

As portarias também deixam à própria sorte os trabalhadores com doenças graves, ao mudar os critérios do que se considera “grupo de risco”.

(Com informações da Fetquim)

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